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Célula de combustível salina
Ciência em Casa |
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Material
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Compostos
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Vídeo:
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Procedimento
1. Deita uma colher de chá de sal no copo com água destilada e mistura bem a solução. 2. Mergulha os eléctrodos de platina na água com sal e liga-os aos terminais do voltímetro. (podes verificar que o voltímetro não consegue detectar qualquer potencial, mesmo para a escala mais sensível) 3. Liga a pilha aos eléctrodos de platina. (podes verificar uma produção vigorosa de gases nos eléctrodos) 4. Muda a escala do voltímetro para 0-20 VDC e mede a diferença de potencial entre os dois eléctrodos. (de maneira a obteres potenciais positivos liga o fio preto do voltímetro ao eléctrodo de platina que está ligado ao termina [-] da pilha e liga o vermelho ao eléctrodo que está ligado ao terminal [+] da pilha. Podes verificar que a diferença de potencial medida é próxima da gerada pela pilha) 5. Desliga a bateria do circuito eléctrico. (não agites o copo, de maneira a que as bolhas de gás permaneçam na superfície do eléctrodo) 6. Mede a diferença de potencial entre os eléctrodos. (podes verificar que mesmo sem pilha, o sitema continua a produzir uma diferença de potencial próxima de 1,4 V) 7. Muda progressivamente a escala do voltímetro para escalas de medição menores. (Podes verificar que a diferença de potencial vai diminuindo progressivamente) 8.
Liga novamente a bateria ao circuito e repete o procedimento anterior. (podes verificar que ao renovares as bolhas
de gás na superfície dos eléctrodos, o sistema produz electricidade de forma contínua)
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O porquê?
A presente experiência pode ser explicada utilizando os princípios básicos da electroquímica. A fundamentação teórica não é nada mais do que a reversibilidade da reacção de electrólise de uma solução aquosa.
Na primeira parte da experiência é realizada a electrólise da solução aquosa de cloreto de sódio. Quando ligaste a pilha ao circuito, esta forneceu electrões ao eléctrodo de platina ligado ao terminal [-] e recebeu electrões do eléctrodo ligado ao terminal [+]. Segundo os fundamentos teóricos da electroquímica, o eléctrodo que recebe electrões é designado por cátodo e o que produz é designado por ânodo. No caso particular da primeira parte desta experiência (electrólise), o cátodo é o eléctrodo de platina ligado ao terminal [-] da pilha. Por sua vez, o ânodo é o eléctrodo ligado ao terminal [+] da pilha. Sendo assim, no cátodo da electrólise, os electrões fornecidos pela pilha combinam-se com os iões Na+ e com a água da solução aquosa, havendo a formação de hidrogénio gasoso (H2) e hidróxido de sódio (NaOH). O H2 é libertado para a atmosfera e o NaOH passa para a solução aquosa, aumentando o pH desta. Em contraste, no ânodo, os iões cloreto (CL-) presentes na solução libertam electrões e produzem cloro gasoso que é libertado para a atmosfera. A diferença de potencial próxima de 4,5 V é, essencialmente, devida à presença do cloreto de sódio na água. Este aumenta consideravelmente a condutividade desta.
Quando desligas a pilha do circuito há uma inversão de funções dos eléctrodos. Ou seja, o eléctrodo que funcionava com cátodo na electrólise passa a ser o ânodo e o ânodo passa a ser cátodo. Este facto é mensurável devido à capacidade catalítica da platina de aumentar a velocidade das reacções inversas à electrólise. O hidrogénio gasoso na superfície do eléctrodo que funcionava como cátodo liberta electrões e protões (H+). Os electrões são transportados no circuito eléctrico para o cátodo e os protões são libertados na solução aquosa. Por sua vez, no outro eléctrodo, o cloro molecular reage com os electrões produzidos pelo hidrogénio no ânodo, formando-se novamente os iões cloreto. A diferença de potencial inicial é próxima de 1,4 V, porque este é o potencial de redução do cloro molecular. A diferença de potencial decresce progressivamente porque a quantidade de cloro e hidrogénio vai diminuindo à medida que estes vão sendo consumidos. No entanto, se estes pudessem ser continuamente renovados, a célula de combustível era capaz de produzir uma diferença de potencial constante [Schmidt, 2000].
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